Um contrato milionário envolvendo Virginia Fonseca e a Blaze passou a fazer parte de uma disputa judicial que envolve a plataforma de apostas. O documento foi apresentado pela empresa à Justiça do Distrito Federal em agosto e detalha a estrutura do acordo comercial mantido com a influenciadora.
A informação ganhou repercussão porque, segundo pessoas que tiveram acesso ao contrato e informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, os pagamentos relacionados ao negócio teriam chegado a aproximadamente R$ 100 milhões, considerando valores destinados a empresas ligadas a Virginia e a comissão de uma agência estrangeira. Os números, porém, não aparecem de forma aberta no documento entregue à Justiça, onde as cifras foram ocultadas.
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O que o contrato previa?
O acordo estabelecia uma remuneração formada por um pagamento inicial e parcelas fixas mensais. A previsão era de pagamentos durante 18 meses, a partir de julho de 2024.
A estrutura financeira envolvia diferentes empresas. Entre elas estavam a Talismã, ligada à influenciadora, uma empresa individual de Virginia e a Viral Nation, responsável pela intermediação comercial. Também foi acrescentado ao acordo um aditivo relacionado a ações promocionais durante a Copa do Mundo. A Blaze sustenta no processo que os pagamentos foram realizados às empresas brasileiras indicadas no contrato e acompanhados da emissão de notas fiscais e das obrigações tributárias previstas.
Qual é a discussão sobre os pagamentos?
Um dos pontos que aparece nas discussões sobre a parceria é a possibilidade de a remuneração estar relacionada ao desempenho dos apostadores.
A defesa de Virginia rejeita essa versão e afirma que a influenciadora não recebia valores conforme as perdas dos usuários da plataforma. A questão foi discutida no contexto da CPI das Bets, que analisou diferentes aspectos do mercado de apostas no Brasil e também colocou em debate a chamada “taxa da desgraça”.
Por que Virginia deixou de trabalhar com a Blaze?
O encerramento da parceria aconteceu em agosto. A VF Digital, agência responsável pelo gerenciamento comercial de Virginia, comunicou o fim do acordo no dia 21 daquele mês. A decisão ocorreu um dia depois de a Blaze apresentar sua contestação no processo que tramita no Distrito Federal. Segundo a agência, o encerramento seguiu as condições estabelecidas no próprio contrato.
O que a Justiça está analisando?
A relação comercial entre Virginia e Blaze aparece em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O órgão questiona práticas relacionadas à publicidade de plataformas de apostas. É dentro desse processo que a Blaze apresentou informações sobre o contrato e a forma como os pagamentos eram realizados. A apresentação dos documentos não significa, por si só, uma conclusão judicial sobre as acusações ou sobre a regularidade de todas as práticas discutidas no processo.
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