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LUTO NA TELEDRAMATURGIA

Morre Manoel Carlos, o mestre das "Helenas", aos 92 anos

Autor de clássicos como 'Laços de Família' e 'Por Amor' faleceu no Rio de Janeiro; atrizes e fãs prestam homenagens ao criador de grandes novelas

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Imagem ilustrativa da notícia Morre Manoel Carlos, o mestre das "Helenas", aos 92 anos camera Maneco foi um ícone da dramaturgia brasileira | Tomas Rangel/Dedoc

O Brasil se despede de um dos seus maiores cronistas eletrônicos. Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, o autor Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco. O escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava complicações da Doença de Parkinson. A informação foi confirmada pela família e pela produtora Boa Palavra.

Com uma carreira que atravessou seis décadas, Manoel Carlos foi o responsável por humanizar o horário nobre da televisão brasileira, trocando as tramas rocambolescas por diálogos naturais, conflitos familiares profundos e uma exaltação quase poética ao bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.

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O Legado das Helenas

A maior marca registrada de sua obra foi, sem dúvida, a criação das "Helenas". Mais do que um nome, Helena tornou-se um arquétipo da mulher brasileira: complexa, forte, falível e profundamente maternal. Ao longo de mais de 30 anos, grandes atrizes deram vida a essas protagonistas, e hoje elas lamentam a perda do criador.

• Maitê Proença (Helena de Felicidade): "Nosso Maneco brilhante e querido. Tristeza imensa. Ele entendia as dores e alegrias das mulheres como poucos", declarou a atriz.

• Sucessos Inesquecíveis: Obras como Por Amor (1997), Laços de Família (2000) e Mulheres Apaixonadas (2003) pararam o país, atingindo audiências históricas (mais de 50 milhões de telespectadores em finais de novelas) e pautando debates nacionais sobre doação de medula óssea, alcoolismo e violência doméstica.

De São Paulo para o coração do Rio

Nascido em 14 de março de 1933, em São Paulo, Manoel Carlos teve uma trajetória ascendente. Começou como auxiliar de escritório aos 14 anos, mas sua paixão pela literatura o inseriu em grupos intelectuais ao lado de nomes como Fernanda Montenegro e Antunes Filho.

Embora paulista, Maneco adotou o Rio de Janeiro como sua musa. Ele transformou o cotidiano carioca em um cenário aspiracional e familiar para milhões de brasileiros, onde a vida acontecia entre cafés no Leblon e dilemas éticos na mesa do jantar.

Despedida e Respeito

Em nota oficial, a família solicitou privacidade: "O velório será fechado e restrito a familiares e amigos íntimos. Agradecemos as manifestações de carinho neste momento delicado".

A partida de Manoel Carlos encerra um capítulo de ouro da teledramaturgia, mas seu legado permanece vivo nas mais de 20 novelas e minisséries que continuam a emocionar novas gerações em reexibições e plataformas de streaming.

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