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EM TUCURUÍ

Não há relação entre barragem e tremores, dizem especialistas

Comissão com mais de dez órgãos acompanhará fenômenos geológicos naturais; UFPA iniciará estudos específicos e empresa prevê boletins periódicos.

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Imagem ilustrativa da notícia Não há relação entre barragem e tremores, dizem especialistas camera Especialista explicou que os tremores registrados na região estão relacionados à movimentação de falhas geológicas naturais existentes no subsolo. | Reprodução

Representantes de diversas instituições participaram, nesta sexta-feira (19), de uma reunião realizada no prédio da Prefeitura de Tucuruí para discutir os recentes tremores de terra registrados no município e reforçar informações sobre a segurança da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

O encontro marcou o início dos trabalhos da Comissão de Monitoramento e Estudos, formada por representantes do Ministério Público, da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Instituto Federal do Pará (IFPA), da Câmara Municipal, da Prefeitura de Tucuruí, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Defesa Civil Municipal e Estadual, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, do Exército Brasileiro, da imprensa e de demais instituições convidadas.

A reunião contou ainda com a participação da Axia Energia, empresa responsável pela operação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Durante o encontro, representantes da empresa apresentaram informações sobre os sistemas de monitoramento da barragem, esclareceram dúvidas dos integrantes da comissão e reforçaram a segurança da estrutura.

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Um dos principais momentos da reunião foi a apresentação do geofísico Dr. Lourenildo Leite, mestre e doutor em Geofísica e integrante do Centro Nacional de Geologia. O especialista explicou que os tremores registrados na região estão relacionados à movimentação de falhas geológicas naturais existentes no subsolo.

Segundo ele, não há evidências que indiquem qualquer relação entre o nível da água do reservatório da UHE Tucuruí e os recentes abalos sísmicos registrados no município. De acordo com o pesquisador, os fenômenos observados fazem parte da dinâmica geológica da região e continuam sendo acompanhados por meio de monitoramentos e estudos técnicos especializados.

UFPA FARÁ ESTUDOS

Durante a reunião, foi informado que a Universidade Federal do Pará (UFPA) deverá iniciar estudos específicos sobre os tremores registrados na região, contribuindo com pesquisas e levantamentos científicos que ajudarão a ampliar o conhecimento sobre o fenômeno e seus possíveis impactos.

O presidente da Axia Energia, Antônio Augusto Bechara Pardauil, destacou os investimentos realizados pela empresa na segurança da barragem e no monitoramento permanente da estrutura. Ele ressaltou que a usina segue todos os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos reguladores e que a barragem é constantemente acompanhada por sistemas modernos de monitoramento.

Autoridades e técnicos reúnem-se na Prefeitura de Tucuruí para formalizar a criação da Comissão de Monitoramento e Estudos Geológicos.
📷 Autoridades e técnicos reúnem-se na Prefeitura de Tucuruí para formalizar a criação da Comissão de Monitoramento e Estudos Geológicos. |Reprodução

Entre as propostas apresentadas durante o encontro, também foi solicitada a divulgação periódica de boletins informativos sobre a atividade sísmica na região, de forma semelhante aos boletins já divulgados sobre a vazão do Rio Tocantins. A medida tem como objetivo garantir maior transparência e manter a população informada sobre o acompanhamento dos fenômenos geológicos.

CAMPANHAS

Presente na reunião, o juiz federal Diogo Tanaka defendeu a realização de campanhas educativas voltadas à população, especialmente para os moradores da área de influência da usina. Segundo ele, é fundamental ampliar o acesso às informações técnicas e orientar os cidadãos sobre os procedimentos de monitoramento e segurança relacionados à UHE Tucuruí.

Ao final da reunião, a Axia Energia colocou-se à disposição para colaborar com os trabalhos e fornecer apoio às ações desenvolvidas pelo grupo. A iniciativa busca ampliar o conhecimento científico sobre os fenômenos registrados na região e garantir maior transparência na divulgação das informações à sociedade.

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