O avanço da tecnologia trouxe agilidade aos tribunais, mas também abriu as portas para uma modalidade de crime que se espalha como pólvora: o golpe do falso advogado. Atuando principalmente em grupos de WhatsApp e redes sociais, criminosos têm demonstrado um alto nível de sofisticação ao atingir pessoas de diversas classes sociais e profissões em todo o país.
O alvo da vez, novamente, foi o Dr. Kallil Jorge Ferreira que atua em Redenção e na região sul do Pará, um profissional que teve sua imagem e credibilidade exploradas por estelionatários.
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O método é meticuloso. Os golpistas utilizam fotos de perfil reais, nomes verdadeiros e informações extraídas de processos públicos. Com esses dados em mãos, entram em contato com os clientes se passando pelo advogado ou até mesmo por figuras de autoridade, como juízes e oficiais de justiça. A abordagem costuma ser acompanhada de uma "boa notícia": o processo teria sido ganho, mas, para a liberação dos valores, o cliente precisaria depositar uma taxa imediata.
“Os golpistas clonam nossos dados públicos e enviam mensagens dizendo que o processo está ganho. Pedem dados bancários e logo em seguida cobram uma taxa. Infelizmente, muitas pessoas acabam caindo na lábia”, alerta o Dr. Kallil Jorge. Segundo ele, a prática reforça a necessidade de desconfiança absoluta em canais digitais.

A orientação para quem recebe esse tipo de mensagem é clara: nunca realize pagamentos ou forneça senhas sem uma confirmação por voz ou presencial. “Antes de qualquer transação, confirme diretamente com o profissional por canais oficiais”, destaca o advogado. A Polícia Civil, que já investiga uma série de casos semelhantes, reforça que a pressa é a maior aliada do criminoso. Pedidos de transferência urgente são o principal sinal de alerta.
Caso o contato ocorra, a recomendação das autoridades e de especialistas em segurança digital é não bloquear o número imediatamente sem antes realizar um print da conversa e registrar o Boletim de Ocorrência. A denúncia à plataforma e à polícia é o único caminho para que os responsáveis sejam identificados e punidos, combatendo essa onda de fraudes que se aproveita da esperança das pessoas em resolverem seus impasses jurídicos.
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