A Universidade do Estado do Pará (Uepa) celebra, nesta quarta-feira (4), a formatura de 34 novos especialistas em Transtorno do Espectro Autista (TEA). A cerimônia em Parauapebas consolida a sétima turma da primeira especialização pública e gratuita da área no Pará, reafirmando o compromisso com a descentralização do conhecimento e o suporte a famílias atípicas no interior do estado.
O programa já alcançou a marca de 340 especialistas formados ao longo de suas edições, que contemplaram também as cidades de Belém, Marabá e Santarém. Em Parauapebas, o curso capacitou um perfil diversificado de profissionais, incluindo professores da rede municipal, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e odontólogos, além de contar com a participação direta de pessoas com autistas e seus familiares no corpo discente.
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Expansão da Rede de Apoio
A vice-governadora Hana Ghassan destacou que a formação de especialistas é um pilar fundamental da estratégia estadual, que inclui o funcionamento de seis Núcleos de Atendimento ao TEA (Natea) e a construção de outros três para atender as regiões do Baixo Amazonas, Xingu e Marajó.
"Investimos na formação para que famílias atípicas tenham acesso a profissionais qualificados em suas jornadas, tanto na capital quanto no interior", reiterou a vice-governadora.
Prevalência e Demanda Científica
A necessidade de qualificação profissional é sustentada por dados globais de saúde. De acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a prevalência média do autismo é de um caso a cada 36 pessoas. Em projeção, esse percentual representa milhões de brasileiros no espectro e milhares de paraenses que dependem de acompanhamento especializado.
Para o reitor da Uepa, Clay Chagas, a interiorização da especialização atua diretamente na correção de lacunas históricas de formação: "Reafirmamos nosso compromisso com a inclusão e a ciência, transformando a realidade da pessoa com TEA no sudeste paraense".
Destaques da Especialização em Parauapebas
• Concluintes: 34 profissionais certificados;
• Público-alvo: Servidores da educação (Semed), profissionais da saúde e assistência social;
• Pioneirismo: Primeira oferta pública gratuita em nível de pós-graduação no Estado;
• Metodologia: Integração entre vivência prática, formação acadêmica e diálogo com familiares e autistas.
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