Em reunião ordinária realizada na última sexta-feira (27), a Comissão da Política de Incentivos ao Desenvolvimento Socioeconômico do Estado do Pará aprovou cinco novos projetos de incentivos fiscais para fortalecer a indústria paraense. Entre os destaques da pauta está a JM Engenharia Industrial e Locações Ltda., empresa sediada em Parauapebas, que recebeu o aval para expandir sua produção de esquadrias metálicas e artigos de serralheria.
O encontro, presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), reafirma o papel de Parauapebas não apenas como polo minerador, mas como um ambiente fértil para a verticalização industrial.
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Impacto em Parauapebas
A concessão do benefício fiscal para a JM Engenharia é estratégica para o sudeste paraense. Ao reduzir a carga tributária (que pode variar de 50% a 95% dependendo da atividade), o Governo do Estado permite que indústrias locais ganhem competitividade frente a produtos vindos de outros estados.
Para Parauapebas, isso se traduz em:
• Geração de Emprego e Renda: Atração de mão de obra qualificada para o setor metalmecânico.
• Fortalecimento da Cadeia de Suprimentos: Estímulo para que empresas de engenharia e construção civil comprem insumos produzidos dentro do próprio município.
• Diversificação Econômica: Redução da dependência exclusiva dos royalties da mineração através do fortalecimento do setor de transformação.
Política de Atração de Investimentos
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Bengtson, destacou que a estratégia estadual foca em descentralizar o crescimento. "O objetivo é fomentar a economia local e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico em todo o território", afirmou durante a reunião.
A política é amparada por segurança jurídica robusta, com prazos de fruição que podem chegar a 30 anos, garantindo que as empresas instaladas em polos como Parauapebas e Paragominas tenham estabilidade para planejar investimentos de longo prazo até o limite de vigência atual, em 2032.
Verticalização e Governança
A aprovação passou pelo crivo de um colegiado técnico que inclui a Secretaria da Fazenda (Sefa), o Banpará e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Segundo o presidente da Codec, Lutfalla Bitar, os incentivos são a chave para agregar valor à produção extrativista, permitindo que o Pará transforme suas riquezas naturais em produtos industrializados finais.
Com a publicação do ato de concessão no Diário Oficial nos próximos dias, a JM Engenharia poderá iniciar a nova fase de operações em Parauapebas, consolidando o município como um hub industrial em ascensão no sudeste do Pará.
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