O Ministério da Defesa dá início, nesta semana, à Operação Carimbó, marco que celebra a 100ª edição do Projeto Rondon. Entre os dias 6 e 25 de julho, a iniciativa vai mobilizar 368 rondonistas — entre professores e estudantes de 35 Instituições de Ensino Superior (IES) — com o objetivo de levar cidadania, inclusão social e desenvolvimento sustentável a 18 municípios do estado do Pará.
A operação consolida a trajetória histórica do projeto como uma das principais ferramentas de integração entre a academia, o poder público e a sociedade civil. Nesta edição, os voluntários são oriundos de dez unidades da federação: Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
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A complexa infraestrutura montada para a operação conta com o apoio estratégico das Forças Armadas. A sede operacional está fixada em Marabá, sob a coordenação da 23ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, responsável pela logística na região.
O esforço conjunto inclui a Força Aérea Brasileira (FAB), que realizou o transporte das equipes partindo do Rio de Janeiro a bordo da aeronave KC-390. Paralelamente, a Marinha do Brasil atua na Ilha do Marajó com um Navio de Assistência Hospitalar, garantindo atendimentos médicos e odontológicos itinerantes para as comunidades ribeirinhas locais.
As atividades práticas envolvem oficinas formativas com a população em eixos essenciais, como saúde, educação, cultura, direitos humanos, meio ambiente, tecnologia e trabalho. Além de Marabá, a ação cobrirá localidades como Abaetetuba, Cametá, Eldorado do Carajás e Parauapebas.
Criado originalmente em 1967 para aproximar a juventude universitária da realidade do interior do País, o Projeto Rondon foi relançado em 2005. Sob a gestão do Ministério da Defesa, o programa mantém atuação contínua, priorizando o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste.
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