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MERCADO DE TRABALHO

Empresas de Marabá no Pará enfrentam apagão de candidatos

Apesar da forte reação na geração de empregos formais na cidade em 2026, recrutadores alertam para abstenção de até 80% em entrevistas de emprego

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Imagem ilustrativa da notícia Empresas de Marabá no Pará enfrentam apagão de candidatos camera Setor do comércio local lidera a oferta de novos postos de trabalho, mas esbarra na falta de comparecimento às entrevistas. | Imagem gerada por IA/Gemini

O mercado de trabalho em Marabá no sudeste paraense e região vive uma contradição intrigante que vem preocupando os profissionais de recursos humanos. Ao mesmo tempo em que há uma constante busca por inserção no mercado formal, as vagas disponíveis nas empresas locais têm enfrentado sérias dificuldades para preenchimento. O motivo não é a falta de postos, mas sim a ausência massiva de candidatos nas etapas de seleção, um comportamento classificado como "desinteresse" por especialistas da área.

Quem faz o alerta é Caetano Reis Neto, profissional que atua no treinamento de pessoal e seleção de currículos no município desde 2005. Segundo ele, o índice de faltas em entrevistas agendadas atingiu níveis alarmantes.

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Em um processo seletivo recente para preencher 25 vagas em quatro empresas locais do setor de comércio — que englobam os ramos imobiliário, de engenharia de energia solar, móveis para escritório e revenda de materiais elétricos e EPIs —, 103 desempregados confirmaram a participação. No entanto, apenas 20 compareceram ao local.

O especialista em recrutamento Caetano Reis Neto alerta para o cenário crítico e a alta taxa de abstenção de candidatos em Marabá.
📷 O especialista em recrutamento Caetano Reis Neto alerta para o cenário crítico e a alta taxa de abstenção de candidatos em Marabá. |Imagem gerada por IA/Gemini

Para o recrutador, que define o atual momento como o pior em mais de duas décadas de atuação, a situação revela uma grande quantidade de "curiosos" que enviam currículos e confirmam presença, mas somem sem dar justificativa. Esse comportamento gera prejuízo de tempo e atrasa o preenchimento de funções essenciais.

“Nem todo mundo está procurando emprego. Tem muitos curiosos que fazem a gente perder o tempo, mandando o currículo, confirmando a participação na entrevista, para depois não aparecerem e não darem nem sequer satisfação”, declarou.

EMPREGO TEM

Essa escassez de profissionais engajados ocorre em um momento de nítida recuperação econômica local, conforme apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Após fechar o ano de 2025 com um saldo negativo de 550 postos de trabalho, Marabá deu a volta por cima nos primeiros meses de 2026.

O município já acumula um saldo positivo de 1.279 novos empregos com carteira assinada, um crescimento de 2,19%, consolidando-se como a terceira cidade que mais gera empregos no Pará, atrás apenas de Belém e Parauapebas.

Essa distância entre o saldo positivo das estatísticas e a sobra de vagas nas agências expõe um forte descompasso no município. Enquanto a economia local reage e abre frentes de trabalho, a rotina dos processos seletivos esbarra na falta de comprometimento básico por parte de quem pleiteia uma vaga.

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