No coração de Marabá, uma estrutura de saúde completa um ciclo que redesenhou o mapa da assistência pública no Sudeste paraense. No próximo dia 5 de abril, a Policlínica Carajás Miguel Chamon celebra seu primeiro ano de funcionamento com números que impressionam: mais de 167 mil atendimentos realizados.
O balanço, que abrange desde consultas especializadas até exames de alta complexidade, consolida a unidade como o principal pilar de descentralização da saúde na região.
Para entender a magnitude desse impacto, basta observar o fluxo de pacientes que, até pouco tempo atrás, enfrentariam estradas e esperas exaustivas para acessar serviços básicos de diagnóstico.
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Entre abril de 2025 e março de 2026, a unidade registrou mais de 27 mil consultas médicas e 127 mil exames. O acesso facilitado a especialidades como Cardiologia, Ortopedia e Neurologia Clínica tornou-se a nova realidade para moradores de municípios vizinhos.
O fator humano na tecnologia
Embora os números sejam robustos, é no depoimento de quem passa pelas salas de espera que a missão da Policlínica ganha contornos reais. Edilene Nazaré, vinda de Brejo Grande do Araguaia, exemplifica a eficácia do modelo "tudo em um só lugar". Encaminhada para uma ressonância magnética, ela destaca a rapidez: "É a segunda vez que venho e consegui resolver tudo sem sair da região", relata.
O sentimento é compartilhado por Uelson Oliveira, de São João do Araguaia. Ao realizar uma tomografia, ele ressaltou que a tecnologia de ponta não substitui o acolhimento. "Fui atendido com muita atenção. Explicaram tudo e me deixaram tranquilo", afirma, reforçando que o atendimento humanizado é o diferencial da gestão.
Além do diagnóstico: o suporte ao autismo
Um dos maiores sucessos deste primeiro ano foi a atuação do Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea). Com mais de 12 mil atendimentos, o núcleo preencheu uma lacuna histórica na assistência multiprofissional para crianças e famílias, oferecendo suporte contínuo que vai muito além da consulta clínica.

Para o secretário de Saúde do Pará, Ualame Machado, a Policlínica é a prova de que a descentralização funciona. "Estamos garantindo qualidade e agilidade perto de casa", pontua. O diretor-executivo da unidade, Joabe Lopes, reitera que o esforço coletivo é voltado para a dignidade do paciente.
A estrutura atual oferece um leque vasto: de Mastologia a Psiquiatria, passando por exames de densitometria óssea e endoscopia. Para acessar esse ecossistema de saúde, o fluxo permanece organizado via Central Estadual de Regulação: o paciente inicia o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu município e, após o encaminhamento pela Secretaria Municipal, tem seu agendamento garantido no sistema estadual.
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