Em entrevista exclusiva, a Secretária Municipal de Saúde de Marabá, no sudeste paraense, Lícia Souza, detalhou o plano de ação para o recém-inaugurado Centro de Cirurgias Eletivas. Instalado no prédio do antigo Hospital Santa Terezinha, na Marabá Pioneira, o centro surge como uma solução estratégica para enfrentar um dos maiores gargalos da saúde pública local: uma fila de espera que hoje alcança cerca de 6 mil pacientes.
O novo espaço funcionará como um anexo do Hospital Municipal de Marabá (HMM) e terá foco total em procedimentos agendados, operando de segunda a domingo.
Início dos procedimentos e metas
Embora a inauguração oficial tenha ocorrido na última segunda-feira, a semana atual foi dedicada à desinfecção hospitalar, revisão de equipamentos e atualização de exames pré-operatórios. As cirurgias propriamente ditas começam na próxima segunda-feira, 6 de abril.
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"Nossa perspectiva é realizar 10 cirurgias por dia, totalizando cerca de 300 por mês. Com esse ritmo e o apoio de hospitais credenciados, nossa meta é zerar essa lista de espera em um período de um ano a um ano e meio", afirmou a secretária.
Especialidades atendidas
O centro não será exclusivo para o público feminino, atendendo demandas variadas que sobrecarregavam o Hospital Municipal. O cronograma de mutirões incluirá:
- • Cirurgia Geral: Hérnias e vesícula;
- • Ginecologia: Um dos maiores anseios da população feminina;
- • Urologia: Com previsão de utilização de técnicas por vídeo.
Como acessar o serviço
A secretária reforçou que os pacientes não devem se dirigir diretamente ao Centro de Cirurgias na Marabá Pioneira para consultas ou informações sobre a fila. O fluxo oficial permanece via Central de Regulação.
- 1. Novos casos: Devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para consulta com especialista e pedido de cirurgia.
- 2. Quem já está na fila: Deve aguardar o contato da Central de Regulação ou procurar a sua UBS ou a própria sede da Central de Regulação para atualizar dados.
Desabastecimento de medicamentos
Questionada sobre a falta de remédios básicos nas unidades de saúde, Lícia Souza esclareceu que o município enfrentou problemas jurídicos com fornecedores que venceram licitações, mas se recusaram a entregar os produtos alegando defasagem de preços.
"Entramos com ações judiciais e obtivemos liminares, mas as empresas mantiveram o descumprimento. Para não deixar a população desassistida, iniciamos uma compra emergencial direta, que já está normalizando o estoque de medicamentos injetáveis, controlados e de uso contínuo (diabetes e hipertensão) nesta semana", explicou.
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