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MEIO AMBIENTE

Onça-parda morre após ser atropelada na BR-158, no Pará

Acidente ocorreu em Santana do Araguaia e destruiu a frente de um carro de passeio; especialistas alertam para a perda de habitat da fauna silvestre

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Imagem ilustrativa da notícia Onça-parda morre após ser atropelada na BR-158, no Pará camera Atropelamento do felino alerta para riscos enfrentados pela fauna silvestre nas rodovias da região. | Reprodução

Uma onça-parda (Puma concolor) morreu após ser atropelada na rodovia BR-158, no município de Santana do Araguaia, na última segunda-feira (23). O episódio acende um alerta sobre a vulnerabilidade da fauna silvestre diante da expansão urbana e agrícola no sul do Pará.

De acordo com relatos locais, o felino, que media aproximadamente 1,5 metro de comprimento, foi atingido violentamente nas regiões da cabeça e do pescoço. O impacto foi tão forte que a parte frontal do veículo envolvido, um carro de passeio preto, ficou parcialmente destruída. O condutor não sofreu ferimentos.

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Mobilização e Descarte

Populares que passavam pelo local retiraram o corpo do animal da pista para evitar novos acidentes e sinalizaram o trecho. Posteriormente, o cadáver da onça foi encaminhado para uma destinação ecologicamente correta. Nas redes sociais, o caso gerou comoção: “Fico muito triste, pois esses felinos estão perdendo seu espaço na natureza”, lamentou uma internauta.

Causas do Conflito

A presença de animais silvestres em rodovias do sul do Pará tem se tornado frequente. Especialistas apontam que o desmatamento e a expansão do plantio de grãos são os principais fatores para essa migração forçada. Com a redução de seu habitat natural, as espécies são obrigadas a cruzar pistas em busca de novos territórios, alimento e água, aumentando drasticamente o risco de colisões.

Sobre a Espécie

A onça-parda, também conhecida como suçuarana, é o segundo maior felino do Brasil. Extremamente adaptável, ela habita todos os biomas brasileiros, desde a Amazônia até os Pampas. Apesar de sua resiliência, a fragmentação das florestas coloca a espécie em rota de colisão com o desenvolvimento humano.

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