Mônica Santoro, ex-esposa do senador e ex-jogador Romário (PL-RJ), acionou a Justiça do Rio de Janeiro com um pedido de proteção patrimonial. Separada do político desde o ano de 1995, ela solicitou à 5ª Vara de Família que um apartamento previsto na partilha de bens do divórcio seja transferido de forma direta e exclusiva para o seu nome.
A justificativa principal apresentada nos autos é o temor de que o imóvel acabe sendo penhorado em decorrência da avalanche de dívidas milionárias acumuladas pelo parlamentar.
O imbróglio envolve um apartamento de alto padrão localizado na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Em uma decisão anterior, a Justiça já havia determinado que o registro formal da partilha exigiria a transferência do bem, primeiramente, para o nome do ex-casal.
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Mônica, no entanto, argumenta que essa passagem burocrática pelo patrimônio comum ameaçaria o único imóvel que lhe coube integralmente na divisão, deixando-o vulnerável e exposto aos bloqueios judiciais atrelados ao ex-marido. Atualmente, o processo tramita sob segredo de Justiça.
Além da propriedade na Barra da Tijuca, a ex-mulher do senador também pediu a emissão dos documentos necessários para conseguir registrar um terreno no loteamento Maramar, no Recreio dos Bandeirantes. Diferentemente do primeiro imóvel, este terreno permaneceria configurado em formato de condomínio, ou seja, dividido formalmente entre os dois, seguindo exatamente o que foi homologado na época da separação judicial.
A preocupação da ex-esposa reflete o complexo e conturbado cenário financeiro de Romário, que é alvo de uma ação de cumprimento de sentença movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. A disputa judicial, iniciada em 2001, envolve um contrato firmado para administrar o estacionamento do antigo Café Onze Bar, estabelecimento do qual o Baixinho era sócio.
Romário chegou a assinar um termo de confissão de dívida de R$ 1,5 milhão após o fechamento do local em 2011, mas, segundo a empresa, o compromisso não foi cumprido. Com o acréscimo de juros, correção monetária e multas, o valor da cobrança explodiu para a casa dos R$ 32,4 milhões.
As consequências desse passivo gigantesco já atingiram em cheio o patrimônio do ex-atleta. A Justiça determinou recentemente a penhora de um outro imóvel, uma lancha, um carro Porsche e impôs restrições de circulação via sistema Renajud a outros veículos de luxo. O cerco judicial afetou até a atual renda profissional do parlamentar: a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca mandou reter os valores que ele teria a receber da CazéTV pela sua participação como comentarista nas transmissões da Copa do Mundo. A assessoria do senador não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento.
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