A Polícia Civil do Pará deu uma resposta contundente a um crime que gerou forte clamor popular na região de Marabá, no sudeste do estado. Em uma operação deflagrada nas primeiras horas da manhã, as equipes policiais conseguiram localizar e prender o homem acusado do feminicídio de uma servidora que atuava no Grupo Correio de Comunicação. O crime havia ocorrido no dia 10 de março deste ano.
Estrutura de fuga e vigilância na Vila Canaã
O cumprimento do mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar exigiu um monitoramento estratégico da Superintendência Regional de Polícia Civil (10ª RISP). O suspeito estava escondido na Vila Canaã, uma localidade conhecida por apresentar múltiplos pontos de fuga. Para evitar que o alvo escapasse, a polícia montou um gabinete de crise e realizou o cerco tático no entorno da residência logo ao amanhecer.
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Durante a abordagem, os policiais constataram que o acusado havia planejado uma estrutura para tentar atrasar a ação policial e detectar a aproximação dos agentes. A porta principal do imóvel foi fortemente reforçada para dificultar o arrombamento e, nos fundos da casa, foi instalada uma grande vidraça que permitia ao suspeito monitorar qualquer movimentação no quintal. No momento em que a polícia iniciou a invasão, a mãe do investigado tentou alertá-lo para que ele fugisse para uma casa vizinha, mas o homem recuou ao perceber que todos os pontos de saída estavam bloqueados por policiais armados.
Coleta de material genético para perícia
A fase de buscas no imóvel do capturado também trouxe elementos considerados fundamentais para a conclusão do inquérito. Os policiais recolheram materiais de interesse investigativo que serão encaminhados à Polícia Científica do Pará. O objetivo central é realizar um exame de confronto de DNA com o material genético que foi extraído e preservado de um preservativo encontrado no local onde o corpo da vítima foi descoberto em março.
De acordo com a coordenação das investigações, o procedimento policial encontra-se em sua fase final e apresenta provas robustas contra o investigado. Após os trâmites legais na delegacia, o preso foi encaminhado para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), onde permanecerá recolhido em uma unidade prisional do sistema penitenciário à disposição do Poder Judiciário.
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